Posts Tagged ‘revista bons vícius’

“mais umas afinações, e voilá! as bicicletas náuticas a pedalarem na ria de aveiro!”

Abril 13, 2009

vitor_david_divertibem

“”seis viaturas já circularam no fim-de-semana nos canais urbanos da ria de aveiro, mas voltarão a ser retiradas para “afinação”.

as novas bicicletas aquáticas vocacionadas a circular nos canais urbanos da ria já estão licenciadas…“”

http://www.diarioaveiro.pt/main.php?srvacr=pages_13&mode=public&template=frontoffice&layout=layout&id_page=6165

o autor das bicicletas náuticas, o aguedense Vítor David, é residente na freguesia de sangalhos onde tem a sede da empresa “divertibem”, no concelho de anadia! mas o espaço laboral é na borralha, no concelho de águeda! http://www.divertibem.pt/

“desfrutar da natureza de uma forma diferente: fotografia, lazer, queima de calorias, desporto, convívio, pesca, anti-stress, curtir a onda… na boa!” http://www.bonsvicius.net/

“” O VÍCIO DA RUA “” [sem abrigo e o projecto MASA]

Novembro 26, 2008

“” Mudar mentalidades.

Nascia assim o MASA, um projecto pioneiro no Porto e no país, e que pretende, acima de tudo, ” mudar mentalidades “. ” Salvar uma pessoa é o objectivo principal. masa_salvar_uma_pessoa Se pudermos salvar 10 ou 100, tanto melhor”, esclarece Daniel. O projecto já teve a sua sede numa casa antiga perto do Marquês de Pombal, mas o preço elevado da renda obrigou Daniel Horta Nova e as pessoas que já acolhia a deixar o espaço. Tinham lá, à disposição dos sem abrigo, cinco camas, apenas para situações de emergência ( as pessoas ficavam lá uns dias dormidas_masa até terem condições de irem para um quarto ou para uma casa, só não deviam era sair de lá e voltar para a rua ), uma cozinha para quem tivesse fome a horas tardias, roupa que podia ser levantada por todos aqueles que tivessem frio e um espaço para trabalharem o Vidas ao Luar, o jornal que servirá para ” desmarcarar algumas situações ” e para terem dinheiro para financiar o projecto ( o jornal está neste momento na gráfica à espera de apoios monetários suficientes que lhe permitam ser impresso ). Para além disso, é objectivo do MASA ter um gabinete de apoio psicológico e psiquiátrico, que dará consultas, que se pretendem diárias, a sem abrigo – há já psicólogos e psiquiatras que se disponibilizaram a dar consultas em regime de voluntariado. Isto porque para Daniel Horta Nova, não basta tirar estas pessoas da rua., há que prepará-las antes para a mudança de vida. ” A rua é extremamente viciante. Quando uma pessoa cai nela e fica uns dois a três meses, dificilmente sairá se não houver uma preparação “, defende. E acrescenta: ” não vamos trabalhar com toxicodependentes, nem com alcoolismo, não temos capacidade nem conhecimento para isso. Trabalharemos para a gente que ainda quer ser gente “.

Um projecto que para o director do serviço de psiquiatria da FMUP é uma boa aposta ” se tiver a preocupação de fazer uma avaliação que discrimine as situações: as que são claramente sociais, as que são psico-patológicas, etc. “

Uma coisa é certa: tanto António Palha como Daniel Horta Nova daniel_horta_nova_masa1 acreditam que há pessoas que podem ser salvas. Talvez falte apenas aos próprios acreditarem. E no caso do MASA faltam apoios monetários. Em Dezembro será distribuida nas FNACs do Porto uma pequena brochura com Daniel Horta Nova e Pedro Abrunhosa, uma ajuda que veio de uma actriz da cidade. Pode ser que até lá surjam outras… “”  [ Agradecimentos: Oxalá oxala_apoio e Colégio Nossa Senhora do Rosário colegio_nossa_senhora_do_rosario ( fim… desta reportagem )

nota: a actriz da cidade do Porto que está a ajudar o MASA  é a actriz Luísa Pinto, com o projecto AGENDA 2009, reintegração pela arte, que inaugura a 12 de Dezembro, primeira edição sendo a capa Daniel Horta Nova com Pedro Abrunhosa, à venda na FNAC ( serão 12 agendas mensais sendo a foto de cada capa a de um sem abrigo com alguém famoso ), e que reverte inteiramente para o MASA com a parceria da câmara municipal de matosinhos. Luísa Pinto assumiu recentemente o cargo de directora artística do Cine-Teatro Constantino Nery em Matosinhos. http://jn.sapo.pt/paginainicial/pais/concelho.aspx?Distrito=Porto&Concelho=Matosinhos&Option=Interior&content_id=1044612

toda as intervenções são aceites e de “quem é gente para ajudar quem quer ser gente, ainda”.

copie onde puder. masa obrigada.

“” O VÍCIO DA RUA “” [sem abrigo e o projecto MASA]

Novembro 24, 2008

“”… [ continuação ] e cujo responsável descansa o rapaz rapaz_namorada_sem_abrigo ao dizer-lhe que poderá ir buscar roupas no dia seguinte.

A ideia nasceu há poucos meses, graças à revolta e à vontade de mudar mentalidades de Daniel Horta Nova, daniel_horta_nova_masa um antigo jornalista que viveu na rua, e que é o mentor do projecto.

A história de Daniel conta-se quando se fala das partidas da vida. Ele era um jornalista, que colaborava com alguns jornais nacionais. Criou a sua própria empresa de comunicação, tinha uma sociedade ” na base da amizade “, e tudo corria até que alguém lhe ” passou a perna “. Ficou sem nada, perdido, sem saber o que fazer. ” Naquela altura, o que eu queria era vingança e descurei a minha estrutura mental, de forma que caí na rua e foi assustador “, recorda. Estava em Lisboa e ao fim de cerca de dois meses conseguiu perceber que precisava de ajuda médica. Procurou-a no Hospital Júlio de Matos, onde esteve internado duas semanas. Conseguiu recuperar físicamente, mas mentalmente não tinha ” forças para avançar “. O facto de a cidade conhecer a sua história e a vergonha que daí resultava, fê-lo decidir mudar para o norte. O Porto foi a opção. Trazia consigo algum dinheiro, que o ajudou a sobreviver durante algum tempo. Depois, começou a trabalhar, mas diz que continuava a sentir vergonha de si próprio por usar a mesma roupa todos os dias e por não ter para onde ir no final do trabalho – na altura, sem dinheiro, já tinha voltado à rua. Fica por lá outra vez, até que um dia consegue novamente trabalho, sai da rua e monta a sua própria empresa, empregando alguns sem abrigo que foi conhecendo de quem se tornou amigo. ” Todos os dias estava com eles e sentia que eles assimilavam as minhas ideias. E isso fez-me deixar tudo e vir para a rua outra vez, nessa altura, por opção. masa_apoio_sem_abrigo [ aqui, Daniel Horta Nova “pede uma caneta ao amigo sem abrigo” ] Porque alguém tinha que dar um passo, alguém tinha que fazer alguma coisa “, afirma.

A sua vontade fê-lo conseguir juntar sem abrigo para marchas silenciosas pelas ruas da baixa do Porto, e fê-los ir a Fátima a pé. Terá sido a boa vontade que Daniel Horta Nova sentiu em algumas pessoas que o fez acreditar no MASA. ” Decidi fazer isto como quem grita. Para fazer ver que nós também somos gente e que também temos voz “, esclarece.

Pelas ruas do Porto não vagueiam apenas aqueles que não têm um tecto para se abrigarem durante a noite. oxala_apoio_comida_sem_abrigo_rua Há também muitos que procuram nas carrinhas que andam pela cidade uma oportunidade para comer apoio_comida_sem_abrigo e se agasalharem. “” hora_do_masa 

[ continua no próximo post ]

até lá e para reflectir, e em coimbra: http://www.diariocoimbra.pt/19830.htm

“” O VÍCIO NA RUA “” [sem abrigo e o projecto MASA]

Novembro 23, 2008

uma fotoReportagem que dispensa aos sabedores o quanto faço muita questão e de copiar na íntegra, sem lamirés da minha escrita fugindo à versatilidade do meu “portfólio profissional blogado”. em especial vai para aquelas pessoas que, como eu genuínas e com algum poder interventivo mesmo que pequenino, têm demonstrado procurar saber e provar a sua boa vontade com sensatez, mesmo patentes para cada qual as dores de cabeça desta “nossa crise do presente em portugal” que já vem de trás, http://www.agencia.ecclesia.pt/noticia_all.asp?noticiaid=66596&seccaoid=3&tipoid=62, e que tenho fé ainda tocar cá dentro, mesmo que adormecido e a passinhos bem dados circunstancialmente. o meu obrigado aos curiosos na busca revelados nas estatísticas do wordpress. aqui vai para ler pausadamente.

publicada na revista Bons Vícius.

http://www.bonsvicius.net/index.php?option=com_frontpage&Itemid=1

Andreia Barros Ferreira [texto]

Ana Jesus Ribeiro [fotos]

***

“” São centenas aqueles que todos os dias saem da escuridão das ruas do Porto para fazerem fila nas carrinhas que vão passando á noite com alguns alimentos e roupas para combater a fome e o frio. Acompanhámos duas rondas e conhecemos histórias de pessoas que já não conseguem sair, que perderam quase a identidade e que receiam que os venham buscar. Falam em vício, mas sobretudo procuram afectos. Saímos acompanhados de Daniel Horta Nova, um antigo jornalista que viveu na rua, e que quer criar o MASA, um projecto pioneiro, que não pretende alimentar ou vestir pessoas sem tecto – pelo menos, não só – mas prepará-los para que eles consigam voltar a viver debaixo de um tecto.

” Não me faça isto que se os meus filhos vêem a foto no jornal ainda me vêm buscar “. Estávamos ao lado da Sé do Porto e o homem que corria a fugir da objectiva da Ana Ribeiro, a nossa fotógrafa, é apenas um entre os muitos sem abrigo que estão na rua por quase já não quererem sair dela. Ou por não conseguirem. São pessoas que ficaram sem tecto por vários motivos e que ao fim de algum tempo se foram habituando ao modo de vida que levam. ” Há doentes que destroem a capacidade de socialização, e há pessoas que estruturalmente sempre foram difíceis de integrar. E a esses chamamos personalidades imaturas. Não na área intelectual, porque até podem ser sobredotados, mas na capacidade de integrarem certos valores “, afirma António Palha, director do serviço de psiquiatria da Faculdade de Medicina da Universidade do Porto ( FMUP ).

Será o caso do Sr. Santos. abrigo_sr_santos_1 A viver há seis ou sete anos na rua, recita poemas, fala várias línguas, discute temas da actualidade com a clarividência de poucos, e até toma a iniciativa de pedir à irmã Maria helena, respnsável pelo colégio Nossa Senhora do Rosário ( que também faz rondas pela cidade e a quem nós acompanhamos numa das noites ) colegio_nossa_senhora_do_rosario_team, que lhe arranje um sítio onde ele possa almoçar e jantar. Muda, no entanto, de ideias quando lhe dizem que terá que tomar banho e vestir outra coisa que não seja o fato de treino com que o vêem há cerca de quatro anos. Na verdade, já lhe deram várias vezes roupas, mas ela continua fechada em sacos pretos ao lado da sua cama improvisada com cartão e cobertores. abrigo_sr_santos O caso agrava-se quando Maria Helena lhe fala dos horários das refeições. Ou melhor, lhe volta a falar. Porque ainda há um ano atrás tentaram dar-lhe abrigo num lar de idosos, chegaram mesmo a marcar reuniões, mas o Sr. Santos nunca aparecia. ” Sabe que é o hábito, é difícil sair “, afiança a responsável pelo colégio.

Mas pelas ruas do Porto não vagueiam apenas aqueles que não têm um tecto para se abrigarem durante a noite. sem_abrigo_sofa_na_cidade_comer Há também muitos que procuram nas carrinhas que andam pela cidade uma oportunidade para comer e se agasalharem. Fazem-no por carência afectiva e por terem sido abandonados pela família. ” Venho aqui para falar, só isso “, afirma Emanuel Sousa, um outro sem abrigo, que encontramos numa outra zona problemática da cidade, a Boavista. O álcool que traz no corpo fá-lo inventar estórias sobre o apartamento de luxo onde no seu devaneio mora, , e sobre os filhos que, no seu sonho, vivem com ele. ” Os toxicodependentes e os alcoólicos são uma grande parte do problema “, afirma António Palha. E acrescenta: ” parte dos que estão marginalizadas na rua são pessoas que podíamos etiquetar de doentes mentais “.

Pelas ruas já frias do Porto existem também aqueles que vão às carrinhas por não terem dinheiro para comer. É o caso de Bruno, de 23 anos, desempregado, que vive com a mãe, que foi abandonada pelo marido. Não têm dinheiro para as necessidades básicas e, por isso, ele e a namorada de 19 anos, vêm buscar comida e pedir roupa, que na ronda da noite em que o encontrámos – fizemo-la com a Oxalá – não havia. ” Precisava de uns sapatos e de umas calças “, diz sem a vergonha que a necessidade lhe foi tirando.

Sem abrigo por opção

O problema de Bruno e da namorada será resolvido no dia seguinte, graças ao ainda projecto MASA ( Movimento de Apoio aos Sem Abrigo ), que nos acompanhou também,… “” [ continua no próximo post ]

Vitor Tavares e “as suas filhas turvela”

Outubro 27, 2008

o administrador da turvela, Vitor Tavares, tem procurado dinamizar aveiro como destino turístico e reforçou a sua convicção que o apoio personalizado “vale sempre mais” para fidelizar clientes e atrair outros.

” em aveiro há condições para encher hotéis e fazer negócio. o respeito e o reconhecimento são os galardões que nos dão e dos quais nos orgulhamos. “

 

http://www.noticiasdeaveiro.pt/?c=noticiario&i=3907

logo de manhã e ao pequeno almoço, não há um dia que não dedique alguns minutos a fazer zapping pelas cadeias de notícias pelo mundo fora. a sua ligação profissional ao mundo das agências de viagens começou logo aos 18 anos…

” temos de ir para fora procurar oportunidades ” 

 

aos 51 anos, Vitor Tavares só tem pena de não se poder desdobrar “em mais três Vitor Tavares” para abraçar os constantes desafios e propostas de trabalho que lhe vão aparecendo no caminho.

[uma das filhas turvela no hotel melia em aveiro]