Posts Tagged ‘crise económica’

“preocupa-me mais aquelas que nem ao subsídio de desemprego têm direito.”[Eugénio Fonseca]

Março 13, 2009

novos_pobres

“o governo vai criar uma base de dados dos sem-abrigo em portugal, no âmbito de uma estratégia nacional, a apresentar sábado em lisboa, que visa criar condições para que ninguém tenha de permanecer na rua por falta de alternativas. […]  existem dois tipos de sem-abrigo: os sem-tecto – que vivem em espaço público, alojado em abrigo de emergência ou com paradeiro em local precário -, e os sem casa – que se encontra em alojamento temporário.” http://www.destak.pt/artigos.php?art=24038

ontem, a cáritas nacional iniciou um peditório de rua.

http://www.destak.pt/artigos.php?art=23922 

Eugénio Fonseca, presidente da cáritas nacional, ontem na grande entrevista da RTP 1, tocou num ponto próprio da precariedade, “completamente esquecido” porque nunca ouvi abordar e que “despertou, pela primeira vez uma das pessoas certas em tom de preocupação” a falar (e faço título deste post):

http://ww1.rtp.pt/blogs/programas/grande_entrevista/?k=1-parte-do-programa-de-2009-03-12.rtp&post=1144

se “bem não me engano também”… interpreto a pobreza envergonhada como aquela em que as pessoas que “não contavam e estão a passar dificuldades”, têm “problemas” em pedir ajuda.

as mazelas da crise confirmam-se dia após dia mas de positivo, “criaram uma causa nacional”!

“as setas apontam para a crise pacífica.”

Janeiro 22, 2009

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não está fácil a venda da casa, e imobiliárias da vizinhança.

“não pago nada por deixar uma ou mais do que uma imobiliária tentar a sorte, só a comissão da venda a quem conseguir”, garantiu o dono “à leiga nestas coisas”.

o dono do imóvel agradeceu a foto.

no concelho de oliveira do bairro… e, por vezes, tantas vezes ao lado, nem reparamos que “passamos pela crise”.

“e dono, que é ainda dono ajuda e escarrapacha a tabuleta com o contacto móvel. uma concorrência pacífica na base da tabuleta. a crise até é amiga.”

o voluntariado e os “novos pobres”.

Novembro 29, 2008

novos_pobres_banco_alimentar_voluntariado

o (sobre)endividamento e o desemprego nas famílias da classe média deram origem aos “novos pobres”. a queda para o aumento confirma-se e no dia-a-dia, de certo passamos no passeio ou na rua “por eles” e nem sonhamos que o são.

o voluntariado no banco alimentar não se resume apenas no fazer chegar do saquinho plástico nos hipermercados e na recolha/divisão dos alimentos nos armazéns. “olhar com coragem para o lado quem não queria olhar e dizer que sim com a cabeça” de conscientes da crise, já é ser-se voluntário para o banco alimentar contra a fome (BA).

só não se molha quem ignora e tem (é) frio. a queda deve tocar a todos.

o panorama vermelho de uma nova pobreza na cidade. http://sol.sapo.pt/Solidariedade/Noticias/Interior.aspx?content_id=118390

“” O VÍCIO DA RUA “” [sem abrigo e o projecto MASA]

Novembro 26, 2008

“” Mudar mentalidades.

Nascia assim o MASA, um projecto pioneiro no Porto e no país, e que pretende, acima de tudo, ” mudar mentalidades “. ” Salvar uma pessoa é o objectivo principal. masa_salvar_uma_pessoa Se pudermos salvar 10 ou 100, tanto melhor”, esclarece Daniel. O projecto já teve a sua sede numa casa antiga perto do Marquês de Pombal, mas o preço elevado da renda obrigou Daniel Horta Nova e as pessoas que já acolhia a deixar o espaço. Tinham lá, à disposição dos sem abrigo, cinco camas, apenas para situações de emergência ( as pessoas ficavam lá uns dias dormidas_masa até terem condições de irem para um quarto ou para uma casa, só não deviam era sair de lá e voltar para a rua ), uma cozinha para quem tivesse fome a horas tardias, roupa que podia ser levantada por todos aqueles que tivessem frio e um espaço para trabalharem o Vidas ao Luar, o jornal que servirá para ” desmarcarar algumas situações ” e para terem dinheiro para financiar o projecto ( o jornal está neste momento na gráfica à espera de apoios monetários suficientes que lhe permitam ser impresso ). Para além disso, é objectivo do MASA ter um gabinete de apoio psicológico e psiquiátrico, que dará consultas, que se pretendem diárias, a sem abrigo – há já psicólogos e psiquiatras que se disponibilizaram a dar consultas em regime de voluntariado. Isto porque para Daniel Horta Nova, não basta tirar estas pessoas da rua., há que prepará-las antes para a mudança de vida. ” A rua é extremamente viciante. Quando uma pessoa cai nela e fica uns dois a três meses, dificilmente sairá se não houver uma preparação “, defende. E acrescenta: ” não vamos trabalhar com toxicodependentes, nem com alcoolismo, não temos capacidade nem conhecimento para isso. Trabalharemos para a gente que ainda quer ser gente “.

Um projecto que para o director do serviço de psiquiatria da FMUP é uma boa aposta ” se tiver a preocupação de fazer uma avaliação que discrimine as situações: as que são claramente sociais, as que são psico-patológicas, etc. “

Uma coisa é certa: tanto António Palha como Daniel Horta Nova daniel_horta_nova_masa1 acreditam que há pessoas que podem ser salvas. Talvez falte apenas aos próprios acreditarem. E no caso do MASA faltam apoios monetários. Em Dezembro será distribuida nas FNACs do Porto uma pequena brochura com Daniel Horta Nova e Pedro Abrunhosa, uma ajuda que veio de uma actriz da cidade. Pode ser que até lá surjam outras… “”  [ Agradecimentos: Oxalá oxala_apoio e Colégio Nossa Senhora do Rosário colegio_nossa_senhora_do_rosario ( fim… desta reportagem )

nota: a actriz da cidade do Porto que está a ajudar o MASA  é a actriz Luísa Pinto, com o projecto AGENDA 2009, reintegração pela arte, que inaugura a 12 de Dezembro, primeira edição sendo a capa Daniel Horta Nova com Pedro Abrunhosa, à venda na FNAC ( serão 12 agendas mensais sendo a foto de cada capa a de um sem abrigo com alguém famoso ), e que reverte inteiramente para o MASA com a parceria da câmara municipal de matosinhos. Luísa Pinto assumiu recentemente o cargo de directora artística do Cine-Teatro Constantino Nery em Matosinhos. http://jn.sapo.pt/paginainicial/pais/concelho.aspx?Distrito=Porto&Concelho=Matosinhos&Option=Interior&content_id=1044612

toda as intervenções são aceites e de “quem é gente para ajudar quem quer ser gente, ainda”.

copie onde puder. masa obrigada.

“” O VÍCIO NA RUA “” [sem abrigo e o projecto MASA]

Novembro 23, 2008

uma fotoReportagem que dispensa aos sabedores o quanto faço muita questão e de copiar na íntegra, sem lamirés da minha escrita fugindo à versatilidade do meu “portfólio profissional blogado”. em especial vai para aquelas pessoas que, como eu genuínas e com algum poder interventivo mesmo que pequenino, têm demonstrado procurar saber e provar a sua boa vontade com sensatez, mesmo patentes para cada qual as dores de cabeça desta “nossa crise do presente em portugal” que já vem de trás, http://www.agencia.ecclesia.pt/noticia_all.asp?noticiaid=66596&seccaoid=3&tipoid=62, e que tenho fé ainda tocar cá dentro, mesmo que adormecido e a passinhos bem dados circunstancialmente. o meu obrigado aos curiosos na busca revelados nas estatísticas do wordpress. aqui vai para ler pausadamente.

publicada na revista Bons Vícius.

http://www.bonsvicius.net/index.php?option=com_frontpage&Itemid=1

Andreia Barros Ferreira [texto]

Ana Jesus Ribeiro [fotos]

***

“” São centenas aqueles que todos os dias saem da escuridão das ruas do Porto para fazerem fila nas carrinhas que vão passando á noite com alguns alimentos e roupas para combater a fome e o frio. Acompanhámos duas rondas e conhecemos histórias de pessoas que já não conseguem sair, que perderam quase a identidade e que receiam que os venham buscar. Falam em vício, mas sobretudo procuram afectos. Saímos acompanhados de Daniel Horta Nova, um antigo jornalista que viveu na rua, e que quer criar o MASA, um projecto pioneiro, que não pretende alimentar ou vestir pessoas sem tecto – pelo menos, não só – mas prepará-los para que eles consigam voltar a viver debaixo de um tecto.

” Não me faça isto que se os meus filhos vêem a foto no jornal ainda me vêm buscar “. Estávamos ao lado da Sé do Porto e o homem que corria a fugir da objectiva da Ana Ribeiro, a nossa fotógrafa, é apenas um entre os muitos sem abrigo que estão na rua por quase já não quererem sair dela. Ou por não conseguirem. São pessoas que ficaram sem tecto por vários motivos e que ao fim de algum tempo se foram habituando ao modo de vida que levam. ” Há doentes que destroem a capacidade de socialização, e há pessoas que estruturalmente sempre foram difíceis de integrar. E a esses chamamos personalidades imaturas. Não na área intelectual, porque até podem ser sobredotados, mas na capacidade de integrarem certos valores “, afirma António Palha, director do serviço de psiquiatria da Faculdade de Medicina da Universidade do Porto ( FMUP ).

Será o caso do Sr. Santos. abrigo_sr_santos_1 A viver há seis ou sete anos na rua, recita poemas, fala várias línguas, discute temas da actualidade com a clarividência de poucos, e até toma a iniciativa de pedir à irmã Maria helena, respnsável pelo colégio Nossa Senhora do Rosário ( que também faz rondas pela cidade e a quem nós acompanhamos numa das noites ) colegio_nossa_senhora_do_rosario_team, que lhe arranje um sítio onde ele possa almoçar e jantar. Muda, no entanto, de ideias quando lhe dizem que terá que tomar banho e vestir outra coisa que não seja o fato de treino com que o vêem há cerca de quatro anos. Na verdade, já lhe deram várias vezes roupas, mas ela continua fechada em sacos pretos ao lado da sua cama improvisada com cartão e cobertores. abrigo_sr_santos O caso agrava-se quando Maria Helena lhe fala dos horários das refeições. Ou melhor, lhe volta a falar. Porque ainda há um ano atrás tentaram dar-lhe abrigo num lar de idosos, chegaram mesmo a marcar reuniões, mas o Sr. Santos nunca aparecia. ” Sabe que é o hábito, é difícil sair “, afiança a responsável pelo colégio.

Mas pelas ruas do Porto não vagueiam apenas aqueles que não têm um tecto para se abrigarem durante a noite. sem_abrigo_sofa_na_cidade_comer Há também muitos que procuram nas carrinhas que andam pela cidade uma oportunidade para comer e se agasalharem. Fazem-no por carência afectiva e por terem sido abandonados pela família. ” Venho aqui para falar, só isso “, afirma Emanuel Sousa, um outro sem abrigo, que encontramos numa outra zona problemática da cidade, a Boavista. O álcool que traz no corpo fá-lo inventar estórias sobre o apartamento de luxo onde no seu devaneio mora, , e sobre os filhos que, no seu sonho, vivem com ele. ” Os toxicodependentes e os alcoólicos são uma grande parte do problema “, afirma António Palha. E acrescenta: ” parte dos que estão marginalizadas na rua são pessoas que podíamos etiquetar de doentes mentais “.

Pelas ruas já frias do Porto existem também aqueles que vão às carrinhas por não terem dinheiro para comer. É o caso de Bruno, de 23 anos, desempregado, que vive com a mãe, que foi abandonada pelo marido. Não têm dinheiro para as necessidades básicas e, por isso, ele e a namorada de 19 anos, vêm buscar comida e pedir roupa, que na ronda da noite em que o encontrámos – fizemo-la com a Oxalá – não havia. ” Precisava de uns sapatos e de umas calças “, diz sem a vergonha que a necessidade lhe foi tirando.

Sem abrigo por opção

O problema de Bruno e da namorada será resolvido no dia seguinte, graças ao ainda projecto MASA ( Movimento de Apoio aos Sem Abrigo ), que nos acompanhou também,… “” [ continua no próximo post ]

“o quê, para quê e como inovar em tempos de crise?”

Novembro 18, 2008

seminario_empresarios_inovacao_crise1 

a câmara de águeda vai “incentivar os empresários e gestores, homens e mulheres, calejados descendentes, de vários sectores e de topo, a inovar em tempos de crise”. Como? a mesma autarquia assim procurou “responder” promovendo um seminário para dia 20 de Novembro no hotel palácio de águeda das 9 horas ás 12.30 e que vai ser esclarecidamente “motivado” pelo experiente Professor catedrático da universidade de aveiro e consultor em inovação, criatividade e mudança, Dr. Jorge Alves.

será como quem diz… “como incentivar a ver ou a fazer nascer uma flor no meio de uma selva espinhosa e competitiva? estamos todos curiosos”.

http://www.cm-agueda.pt/ricagueda/

“olhar pela poupança mesmo a baixo preço”

Novembro 13, 2008

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não se devem perder os “bons hábitos” quanto à procura dos postos de combustíveis onde o gasóleo apetecível [a BIO DIESEL B15,  http://www.priofuels.com/ tem tido procura e segundo a percepção de alguns condutores, “rende mais uns kilómetros”]… e quando pelas redondezas.

o andar a pé é outro bom hábito a preservar, mesmo com alguns sacrifícios a pesar.

por falar em sacrifícios… se bom hábito ou não e em nome da poupança, os portugueses estão a gastar menos comida ou a manter aquela linha no gasto em alimentação. boa gestão de dinheiros ou poder de compra “que não se pode”?

http://dn.sapo.pt/2008/11/13/sociedade/portugueses_estao_a_comprar_menos_co.html

os cavalos não pressentem a crise!

Novembro 9, 2008

feira_cavalo_desporto

não me digam que os animais não sentem quando algo não está a correr. http://dn.sapo.pt/2008/11/09/cidades/a_crise_chegou_a_feira_cavalo.html

cavalgam aos pulos quando também presentem “aficcionados por eles”, da anadia até. mesmo à rasca para comprar e ter o sonho, não deixaram de ir à feira na golegã, a capital do cavalo. http://www.horsefairlusitano.org/portugues/port.htm

 

é um animal que sabe ser um “cavalheiro dançante”.

à pergunta “acha que portugal é um país seguro”.

Outubro 29, 2008

o relatório do observatório de segurança, criminalidade organizada e terrorismo [OSCOT] revela “hoje” que quase metade dos portugueses acham o nosso país seguro, acreditam nas polícias mas de “pé atrás” com os tribunais.

http://noticias.sapo.pt/lusa/artigo/308e02d51785e19d979b76.html

 

de março a setembro, portugal sentiu a cri[se]minalidade aumentar.

“pobreza no que não chega para tudo”

Outubro 22, 2008

http://noticias.sapo.pt/lusa/artigo/eb602c8a8533f6cb1ebee8.html

“portugal entre os paises mais INJUSTOS para a organização da cooperação e o desenvolvimento económico”.

em miúdos, para o “Manel e a Maria”, o nosso país é um dos países com maiores desigualdades na distribuição dos rendimentos dos cidadãos.

“… o risco de pobreza deslocou-se das pessoas idosas para as crianças e os jovens adultos…”

pobreza salarial dos tempos modernos, em portugal se bate record por migalhinhas. 

sabem que gênero de pobres é que me revolta muito? “betinhas_ai_credo_que_não_fui_hoje_jantar_fora_que_dizem_respeitar”

“exigem_assado_e_não_queirem_ver_para_não_se_verem…

porque_estão_com_fulano_tal_nos_neurónios!”